Bombas Engrenagens

O primeiro modelo daquilo que chamamos hoje de bombas de engrenagens foi inventado por volta de 1580 por Nicolas Grollier de Servière. Seu princípio de bombeamento é positivo: se dá por meio da rotação de uma engrenagem motora que impulsiona uma engrenagem movida.

O vácuo formado pelo engrenamento promove a sucção do fluido, que preenche a cavidade entre os dentes da engrenagem e a carcaça da bomba, para ser transportado em pequenos pacotes até a área de descarga. Esse “preenchimento” é expelido para fora da bomba pelo movimento de rotação constante, sem risco de retroceder em virtude da vedação proporcionada tanto pelas engrenagens entre si quanto elas com a carcaça. Ao reiniciarem o contato, expulsam o fluido contido no bolsão formado anteriormente.

De lá para cá o conceito evoluiu, e hoje temos basicamente dois modelos bastante usuais desse tipo de bomba: as de engrenagens internas e as de engrenagens externas. As bombas de engrenagens internas, desenvolvidas por Niels Jensen em 1911, consistem em uma engrenagem dentro da outra, onde a periférica forma os bolsões de produto no intervalo entre seus dentes internos e os dentes da engrenagem movida, impulsionando-a dentro do seu raio.

As bombas de engrenagens são indicadas para transferências e dosagens sem pulsação de fluidos que apresentam dificuldade no bombeamento (abrasividade, viscosidade, volatilidade, necessidade de aquecimento). Estas bombas possuem um bom poder de sucção, baixíssimo risco de “slip” do produto, porém, não admitem sólidos grandes e não podem trabalhar a seco, pois sua selagem dinâmica precisa ser lubrificada pelo próprio fluido bombeado.


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